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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lei de Sociedade



“O homem é um animal social”, já o dizia, com acerto, famoso pensador da Antiguidade, querendo com isso significar que ele foi criado para viver, ou melhor, conviver com seus semelhantes.


Idéias principais:
- Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.
- A vivência cristã se caracteriza pelo clima de convivência social em regime de fraternidade, no qual todos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas.
- Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas, umas às outras, se completam, para lhes assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isto é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados.


Lei de Sociedade 

Sociabilidade é uma lei da Natureza a que o homem não pode se esquivar, sem prejudicar-se, pois é por meio do relacionamento entre os seus semelhantes que ele desenvolve as suas potencialidades. Deus lhe deu a fala e outras faculdades para que, através da vida em sociedade, pudesse evoluir. O insulamento priva o homem das relações sociais que lhe garantem o progresso. A sociabilidade é instintiva e obedece a um imperativo categórico da lei do progresso que rege a Humanidade.
É que Deus, em Seus sábios desígnios, não nos fez perfeitos, fez-nos perfectíveis; assim, para instintiva e obedece a um imperativo categórico da lei do progresso que rege a Humanidade. atingirmos a perfeição a que estamos destinados, todos precisamos uns dos outros, pois não há como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa permuta constante de afeições, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte de nosso espírito seria o embrutecimento e a estiolação.
Sendo o fim supremo da sociedade promover o bem-estar e a felicidade de todos os que a compõem, para que tal seja alcançado há necessidade de que cada um de nós observe certas regras de procedimento ditadas pela Justiça e pela Moral, abstendo-se de tudo que as possa destruir.
Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas, umas as outras, se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados.
O homem, inquestionavelmente, é um ser gregário, organizado pela emoção para a vida em sociedade.
O seu insulamento, a pretexto de servir a Deus, constitui uma violência à Lei Natural, caracterizando-se por uma fuga injustificável às responsabilidades do dia-a-dia.
A vivência cristã se caracteriza pelo clima de convivência social, em regime de fraternidade, no qual todos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas.
Viver o Cristo é também conviver com o próximo, aceitando-o conforme suas imperfeições, sem constituir-lhe fiscal ou pretender corrigi-lo, antes o acompanhando com bondade, inspirando-o ao despertamento e à mudança de conduta de moto próprio.
Isolar-se, portanto, a pretexto de servir ao bem não passa de uma experiência na qual o egoísmo predomina, longe da luta que forja heróis e constrói os santos da abnegação e da caridade.


Necessidade da vida social

766 A vida social é uma obrigação natural?
– Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus deu-lhe a palavra e todas as demais faculdades necessárias ao relacionamento.

767 O isolamento absoluto é contrário à lei natural?
– Sim, uma vez que os homens procuram por instinto a sociedade, para que todos possam concorrer para o progresso ao se ajudarem mutuamente.

768 O homem, ao procurar viver em sociedade, apenas obedece a um sentimento pessoal, ou há um objetivo providencial mais geral?
– O homem deve progredir, mas não pode fazer isso sozinho porque não dispõe de todas as faculdades; eis por que precisa se relacionar com outros homens. No isolamento, se embrutece e se enfraquece.

☼ Nenhum homem possui todos os conhecimentos. Pelas relações sociais é que se completam uns aos outros para assegurar seu bem estar e progredir: é por isso que, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.

773 Por que, entre os animais, pais e filhos deixam de se reconhecer assim que os filhos não necessitam mais de cuidados?
– Os animais vivem vida material e não moral. A ternura da mãe com seus filhotes tem origem no instinto de conservação de suas crias; quando eles podem cuidar de si mesmos, sua tarefa está cumprida, a natureza não exige deles mais nada; por isso os abandona, para se ocupar com os outros recém-chegados.

774 Há pessoas que deduzem, do abandono dos pequenos animais por seus pais, que entre os homens os laços de família são apenas resultado dos costumes sociais e não uma lei natural; que devemos pensar disso?
– O homem tem destinação diferente dos animais; por que, então, querer se parecer com eles? Para o homem, há outra coisa além das necessidades físicas: a necessidade do progresso. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família estreitam os sociais: eis por que fazem parte da lei natural. Deus quis que os homens aprendessem assim, a se amar como irmãos. (Veja a questão 205.)

775 Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?
            – Um agravamento do egoísmo.

sábado, 11 de maio de 2013

Felicidade

Começamos com a seguinte pergunta: Existe a felicidade? E quando pensamos se ela existe, normalmente trazemos uma outra: Eu sou feliz? Para a primeira podemos usar da teoria reversa com uma outra pergunta: Se a felicidade não existe, por que a procuramos incessantemente? Ora, se procuramos por algo, este algo deve existir... Para a segunda pergunta podemos usar uma variação, pequena, para começarmos de uma forma mais amena: Eu estou feliz? Podemos notar que esta traduz algo temporário e ser algo permanente. Nós estamos num mundo que não nos oferece a felicidade plena, portanto costumamos ter momentos de felicidade...
"A felicidade está onde nós a pomos; e nunca a pomos onde nós estamos" Procuramos a felicidade, normalmente, nas coisas exteriores, fora de nós mesmos, enquanto podemos encontrá-la, e até mesmo devemos, no nosso foro íntimo. A felicidade reside em nós mesmos e costumamos procurá-la fora... Seria esta uma inverdade?! Ou será que podemos admitir isto como um fato?!


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC
CAPÍTULO V: BEM AVENTURADOS OS AFLITOS
ÍTEM 20 : A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO

"Nem mesmo a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor, são condições essenciais da felicidade. Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições, tão cobiçadas...", visto que dissabores, tribulações, dores e sofrimentos fazem parte da vida de todos os homens. Todos, de alguma maneira, sofrem nesta vida terrena, o que nos leva a concluir que, de fato a felicidade plena não existe na Terra, levando-nos à compreensão dela ser um mundo de expiações e de provas.
[...] O espiritismo, pelos seus princípios, mostra que a felicidade para a qual fomos criados não se encontra na obtenção ou no uso de coisas externas ao homem, como muita gente ainda hoje admite, sofrendo por obtê-la, chegando muitas vezes a perder-se em infrações graves, sem, contudo, alcançá-la.
          Felicidade é um estado interior, provocado por sentimentos e emoções que se originam na consciência do dever cumprido, do ter feito todo o bem que lhe foi possível, do não ter feito mal a ninguém e, quando isso ocorreu, houve a tentativa de corrigir e reparar a falta cometida.
         Felicidade está dentro de cada um, na maneira como valoriza seu viver na Terra, seus companheiros de jornada evolutiva e faz do seu viver um prazer.
       Essa felicidade é possível senti-la, aqui na Terra, mesmo não merecendo viver em mundos melhores, por necessitar ainda das experiências que só os mundos de expiações e provas podem oferecer, mesmo sofrendo tribulações e dificuldades.
      Demonstrando, o espiritismo, ser o próprio homem, pelas suas ações, causa do sofrimento na Terra, facilita um viver mais consciente das suas necessidades espirituais e de como satisfazê-las, sem provocar dores e sofrimentos em si e nos outros.
           Esforcemo-nos, pois, para vivermos o bem e um dia, a Terra será um mundo mais feliz , mais solidário, mais prazeroso. 


Para finalizar, algumas elucidações de grande relevância sobre a felicidade no Livro dos Espíritos.

920. O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa?
      — Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz, quanto se pode ser na Terra.

921. Concebe-se que o homem seja feliz na Terra quando a Humanidade estiver transformada, mas, enquanto isso não se verifica, pode cada um gozar de uma felicidade relativa?
      — O homem é, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.

922. A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que é suficiente para a felicidade de um faz a desgraça de outro. Há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens?
       — Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fundamental é ser feliz


“A felicidade é como um perfume....
quando você o passa nos outros,
fica um pouco do cheiro em suas mãos.”
(Autor desconhecido)



A aula da Juventude Espírita Porto da Paz desse sábado, 11 de Maio de 2013, será realizado por Vitor Hugo, com o tema: FELICIDADE!

Não percam...